terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Imperialismo e Cultura
segunda-feira, 12 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Conferencistas das Jornadas Bolivarianas 2010
Heinz Dieterich – Nascido na Alemanha, estudou, com bolsa do Sindicato dos Trabalhadores (DAG) e da Universidade Popular (Volkshochschule), na Escola de ambas as instituições. Também estudou com os pais da Escola de Frankfurt: Max Horkheimer, Theodor W. Adorno e a seguinte geração de Juergen Habermas e Claus Offe. Foi militante da organização socialista estudantil SDS e do Partido Social-Democrata, SHB. Desde 1977 é professor de Metodologia na Universidade Autônoma Metropolitana da cidade do México. Publicou mais de 25 livros individuais e coletivos em quatorze países. Entre eles estão os títulos: Novo Guia para a Investigação Científica; A Sociedade Global (com Noam Chomsky) e, O Socialismo do Século XXI. Economia, Política e Democracia na sociedade pós-capitalista. Mantém solidariedade ativa com os processos de libertação nacional na América Latina e no Caribe e goza da confiança pessoal de vários presidentes latino-americanos. Foi ele quem cunhou e promoveu o conceito de “Socialismo do Século XXI” na Europa e América Latina.
Xiaoqin Ding - É professor visitante da Harvard Law School, professor associado e diretor adjunto do Marxism Research Institute, da Universidade de Shangai. Pesquisador associado do Centro para o Estudo Comparativo do Desenvolvimento Social, da Academia Chinesa de Ciências Sociais; Secretário-Geral Adjunto da Associação Mundial de Economia Política (WAPE), editor-gerente da World Review of Political Economy (WRPE) de Londres, Editor da revista Estudos Econômicos da Escola de Xangai (Shanghai), Secretário geral do Comitê Socialista de Teoria Econômica, da Sociedade Econômica de Xangai. Tem vários livros publicados, entre eles: An Economic Analysis of Economical Society, coauthored with Yuchang HE etc., Beijing: People’s Publishing House, 2009 e o The Economics of Welfare, Arthur Cecil Pigou, cotranslated with Yuchang HE, Shanghai: Shanghai University of Finance and Economics Press, 2009.
Pablo Dávalos - Professor da Universidade Católica do Equador, foi Vice-Ministro de Economia, autor de vários livros tais como Movimento indígena equatoriano:
construção política e epistêmica, Semiótica e Poder, Dívida Externa e Globalização financeira, é especializado em questão indígena na América Latina.
Ricardo Antunes – Professor da Unicamp, autor dos livros: Sentidos do Trabalho, Dialética do Trabalho, Adeus ao trabalho?, Esquerda fora do lugar: o governo Lula e os descaminhos do PT, entre outros.
José Pedro Cabrera Cabral – Professor da Universidade Federal do Tocantins. Trabalha com História Latino-Americana, Identidade Nacional e Movimentos Sociais.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Programação das Jornadas Bolivarianas – Sexta Edição
Auditório da Reitoria
12.04.2010 – segunda-feira
Manhã
. 8h30min – Abertura
Coordenação: Waldir Rampinelli
O socialismo do Século XXI
.9h – Heinz Dieterich - México
Tarde
Livre
Noite
. 18h30 – vídeo
. 19h - Apresentação de Trabalhos
Coordenação: Fernando Correa Prado
. A luta anticomunista durante a guerra fria: o caso da intervenção da CIA na Guatemala -1954 – Anelise Suzane Fernandes Coelho
. Venezuela: Nacionalismo petroleiro e socialismo do século XXI –Vicente Neves da Silva Ribeiro
. A influência socialista no Movimento de Libertação Nacional dos países de língua oficial portuguesa: caso de Angola, Guiné Bissau e Cabo Verde – Joel Aló Fernandes, Tiago Bassika Nzovo, Reinaldo João de Oliveira e Marcos Rogério dos Santos
13.04.2010 – terça-feira
Manhã
. 8h30min – Vídeo
Apresentação de Trabalhos
Coordenação: Diogenes Breda
. Indigenismo e Interculturalidade no Constitucionalismo Bolivariano – Guilherme Ricken
. Diálogos entre América latina e África na perspectiva do socialismo atual – Reinaldo João de Oliveira, Marcos Rogério dos Santos, Joel Aló Fernandes e Tiago Bassika Nzovo
. Etnicidad, territorialidad y globalización: los casos de Bolívia, Ecuador y México – Francisca Fernández Droguetti
. Meios e fins na estratégia do EZLN – Diego Marques Pereira dos Anjos
Tarde
Livre
Noite
. 18h30min – vídeo
19h - Os desafios do socialismo chinês
Coordenação: Lauro Mattei
. Xiaoqin Ding – China
14.04.2010 – quarta-feira
Manhã
. 8h30min – vídeo
9h - Do socialismo ao progressismo: a incorporação do Movimento de Libertação Nacional Tupamaro ao programa progressista uruguaio -1993-2004
Coordenação: Vitor Hugo Tonin
. José Pedro Cabrera Cabral - UFT - Brasil
Tarde
Livre
Noite
. 18h30min - vídeo
19h - O socialismo e a perspectiva indígena
Coordenação: Elaine Tavares
. Pablo Dávalos – Equador
. 21h – Lançamento de Livros
15.04.2009 – quinta-feira
Manhã
8h30min - Vídeo
9h - O socialismo no Século XXI e alguns desafios da América Latina
Coordenação: Beatriz Paiva
. Ricardo Antunes - Brasil
Tarde
Livre
Noite
18h30min – Vídeo
19h
. Mesa redonda: O socialismo vive
Coordenação: Luis Felipe Aires Magalhães
. Heinz Dieterich – México
. Xiaoqin Ding – China
. José Pedro Cabrera Cabral – Brasil
. Pablo Dávalos - Equador
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Jornadas ao vivo
06/04/2008 - As conferências das Jornadas Bolivarianas estarão ao vivo nos horários das 8h30min e 18h30min. O trabalho é desenvolvido pela TV Led, ensino à distância.
não usar o http: nem o www
digite apenas este endereço -
terça-feira, 31 de março de 2009
Jornadas Bolivarianas discute a política dos EUA
Desde a sua guerra de independência, iniciada em 1775, os Estados Unidos exercem certo domínio sobre as nações do sul do continente. Primeiro, no imaginário, fomentando inclusive rebeldias e revoltas. E, depois, com o processo de consolidação de uma nação livre e capitalista esse domínio foi se aprofundando na medida em que o país fortalecia o que mais tarde veio a se configurar um império. No século vinte a lógica de dominação dos EUA sobre a América Latina só expandiu, interferindo na política, na cultura e na economia de todos os países.
Hoje os Estados Unidos amarga uma grave crise no campo da economia que está repercutindo em todo o planeta e, como não poderia deixar de ser, na América Latina também. Entender esse processo de dominação que vem de longe e compreender a situação da América Latina no cenário continental e mundial é a proposta desta edição das Jornadas.
Para isso foram convidados pesquisadores, professores e cientistas políticos da maior qualidade que têm dedicado sua vida a estudar estas relações entre o império estadunidense e a América Latina. Estão confirmados pesquisadores do Panamá, da Colômbia, do Paraguai, da Argentina, do México e de Cuba, além do Brasil.Assim, os debates que acontecem de 06 a 09 de abril em Florianópolis, na UFSC, visam trazer à tona os grandes problemas econômicos, sociais e culturais decorrentes deste processo de dominação e as propostas de soberania e libertação. Esta - assim acreditam os membros do IELA - é uma tarefa intelectual de primeira importância para se prever qual a capacidade de um movimento de idéias e ações garantir um futuro melhor para os países da América Latina.
Com as Jornadas, os estudantes, professores e a comunidade catarinense em geral poderão conhecer as contribuições que outros países do continente latino-americano têm sobre a temática. Será, sem dúvida, um momento rico para comungar de todos os desejos de transformação que caminham pelo sul do mundo.
terça-feira, 17 de março de 2009
Programação das Jornadas
Auditório da Reitoria/ UFSC
06.04.2009
Manhã
. 8h30min – Abertura
Coordenação: Nildo Ouriques
Era Obama: Estratégias dos Estados Unidos para a América Latina
. 9h - John Saxe-Fernandez – México
. 10h30min - Debate
Tarde
Apresentação de Trabalhos
14h30min
. A concepção de educação escolar bolivariana da Venezuela: Proyecto Simoncito, Escuela Bolivariana e Liceo Bolivariano e os avanços nos 10 anos de governo bolivariano – Débora Villeti Zuck e Francis Mary Guimarães Nogueira
. A reconfiguração do Estado Venezuelano inscrito na Constituição de 1999 e o processo de universalização escolar: As missões Robinson, Ribas e Sucre – Francis Mary Guimarães Nogueira e Maria Lucia Frizon Rizzotto
. Educación popular contra analfabetismo econômico - Mario A. Solano S. (Costa Rica)
. Povos indígenas Latino-Americanos e protagonismo político no Brasil - Liliam Faria Porto Borges e Paulo Humberto Porto
Noite
. 18h30 - vídeo
A crise econômica e política nos EUA
Coordenação: Beatriz Paiva
. 19h - Nildo Ouriques – Brasil
. 20h - Debate
07.04.2009
Manhã
. 8h30min – Vídeo
Direitos Humanos e Democracia na América Latina
Coordenação: Fernando Ponte - Memorial dos Direitos Humanos/UFSC
. 9h - Martin Almada – Paraguai
. 10h - Debate
Tarde
Livre
Noite
. 18h30min – vídeo
Resposta da América Latina à política dos Estados Unidos
Coordenação: Fernando Prado
. 19h - Jorge Hernández Martínez - Cuba
. 20h - Debates
08.04.2009
Manhã
. 8h30min – vídeo
Estados Unidos, Imperialismo e Soberania Nacional
Coordenação: Luis Felipe Magalhães Ayres
. 9h - Marco Gandásegui – Panamá
. 10h – Waldir Rampinelli - Brasil
. 11h – Debate
Tarde
Apresentação de Trabalhos - 14h30min
. A política externa brasileira do governo Lula e a atuação da Petrobrás na Bolívia – Márcio Roberto Voigt e Daniel da Cunda Corrêa da Silva
. O outro lado da crise: a vez e a hora da integração – Rafael Moraes e Róber Iturriet Avila
. Dominación versus liberación, la necesidad de construir el socialismo bolivariano aqui y ahora - Coletivo Zamora (Venezuela)
. Tipologia das Revoluções Antiimperialistas na América Latina - Luiz Fernando Sanná Pinto
Noite
Mesa
Terrorismo de Estado e democracia na América Latina
Coordenação: Edgar Matiello
. 18h30min - vídeo
. 19h -Hernando Calvo Ospina - Colômbia
09.04.2009
. 9h – Mesa redonda: América Latina insurgente
Coordenação: Elaine Tavares
. John Saxe-Fernandez – México
. Martin Almada – Paraguai
. Marco Gandásegui – Panamá
. Hernando Calvo Ospina - Colômbia
. Jorge Hernández Martínez - Cuba
. Nildo Ouriques - Brasil
quarta-feira, 11 de março de 2009
Martin Almada virá em abril
Martin Almada é paraguaio, advogado, Prêmio Nobel Alternativo da Paz/2002. Descobriu os arquivos da Operação Condor, a que coordenou a tortura e as mortes na América Latina durante as ditaduras militares. Militante dos Direitos Humanos, luta agora pela abertura dos arquivos nos demais países do continente, inclusive o Brasil. Ele fala sobre Direitos Humanos e o terror.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Atílio Borón, da Argentina

Marco Gandásegui, do Panamá

sexta-feira, 14 de novembro de 2008
A música bolivariana
Atuação do Maestro Gustavo Dudamel, um venezuelano de apenas 27 anos, que está sendo considerado como o maior maestro de orquestra da atualidade. Ele começou a reger com 13 anos de idade e hoje comanda a Orquestra Simón Bolívar. Aqui ele rege o grupo na obra "Mambo".
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Primeira Chamada de Trabalhos - JB V
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
JB já tem data definida
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Jornadas Bolivarianas - 2009
terça-feira, 10 de junho de 2008
Integração às avessas no Haiti
Toda vez que Didier Dominique se levantava para falar, durante a quarta edição das Jornadas Bolivarianas, do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA/UFSC), quem acompanhava os debates desde o primeiro dia aguardava uma observação polêmica. Homem que sacode consciências com sua voz tonitruante, esse arquiteto, professor da Universidad Nacional de Haiti, resolveu, como os manifestantes de Córdoba, há 90 anos, “chamar todas as coisas pelo nome que têm”. Porque, como os estudantes argentinos que se bateram pela reforma universitária em 1918, Didier clama por um tempo em que a terra americana conte “uma vergonha a menos e uma liberdade a mais”. Militante da organização Batay Ouvriye (Batalha Operária), ele luta para que venha o tempo da liberdade também para seu povo, hoje aprisionado pela maioria dos próprios governos-“irmãos” latino-americanos, a mando do império estadunidense.
Didier lembrou, durante as Jornadas de abril, sobre o tema “Nações e Nacionalismos na América Latina”, que o Haiti é hoje exemplo de integração latino-americana às avessas. Uma integração destinada a oprimir e martirizar o povo haitiano. Por isso é que ele levanta a voz, feito trovão, quando denuncia, imitando, com as mãos, o formato de duas vírgulas das reticências, quando pronuncia a palavra “progressistas”: O Haiti é hoje um país ocupado. Agora, neste instante, estão em meu país as forças armadas latino-americanas de governos “progressistas” sob o mandado dos Estados Unidos.
Os países da América Latina – com exceção da Venezuela e de Cuba – desde 2004 comandam a intervenção em seu país, sob as ordens das classes dominantes e de governos - como o do Brasil - que dissimulam a invasão dizendo que estão ali exercitando “práticas de ajuda humanitária”. Didier lembra que os haitianos sempre amaram o Brasil, principalmente seu futebol, seus jogadores, e viveu um drama quando viram que também eram brasileiras as tropas que invadiram o Haiti.
E são soldados dessa “Força de Paz” - chamados de "los cascos azules de la Minustah" - Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti - que também promovem terror entre a população, a pretexto de combate aos violentos, matando e ferindo gente em zonas empobrecidas como Cite Soleil, grande favela da capital Porto Príncipe. E depois, são os haitianos os acusados de serem “uma ameaça para a paz e a segurança internacional na região", como o fez o Conselho de Segurança das Nações Unidas, na Resolução 1743, pela qual foi prorrogado o mandato da Minustah.
Nacionalismo e dominação
“Cuidado”, adverte Didier, “porque o nacionalismo também é responsável pelo panorama atual de dominação política, econômica e militar, que provoca migrações e separação de etnias.” E é em nome de “nacionalismos” que tropas formadas por brasileiros, uruguaios, argentinos,etc, provocam terror em bairros populares, metralhando e matando, denuncia o professor. “Tem toque de guerra, cobre-fogo, todo dia no Haiti...É essa a outra face da integração da Alba?” – pergunta Didier, referindo-se à Alternativa Bolivariana de Integração da América Latina e do Caribe.
E não é por casualidade que o Haiti é ocupado desde que Colombo entrou nas terras de Abya Yala, “sem visto de entrada”. Didier lembra que toda a zona denominada “Caribe” leva este nome por causa de uma etnia assim chamada. E as águas eram a unidade desses “povos do mar”, que já antes de Bolívar buscavam a unidade caribenha nas suas batalhas de resistência aos espanhóis.
Didier lembra que o Haiti, síntese de muitas partes da África, é o símbolo de uma escravidão tremenda. Muito sangue do seu povo foi derramado, ao longo da história, na luta pela liberdade. “Pátria ou morte” já era o lema dos escravos. No Haiti, a luta pela libertação foi sempre tão significativa que q lá se abrigaram várias revoluções latino-americanas. “Saíam de nosso país com barcos, armas e até com nossos homens”, comenta o professor. Mas a revolução exemplar que o povo conduziu, ao longo de sua história, na luta pela libertação, deixou a sociedade haitiana vulnerável e o país destroçado completamente, com cidades queimadas, pontes destruídas, agricultura devastada.
Hoje, como lembra Didier, no Haiti não há indústria nacional, mas há uma migração enorme do campo para as cidades e uma vasta imigração, principalmente para a República Dominicana e os Estados Unidos. A estratégia do império estadunidense e seus aliados é de explorar o povo haitiano como mão-de-obra, a mais “barata” do continente e uma das mais exploradas do planeta, recebendo em média apenas U$1,70 ao dia. Hoje há trabalhadores, denuncia Didier, que ao meio dia nem conseguem comer, e tomam cachaça para suportar a continuidade da jornada de humilhações.
Zonas francas de escravidão
Agora, a prioridade do mercado para o Haiti é transformar o país em zonas francas. Este projeto visa tornar o país uma plataforma para a confecção e exportação de bens de consumo, principalmente têxteis, estabelecendo um regime de nova escravidão. Nessa estratégia de ocupação econômica, as multinacionais constroem suas fábricas e atuam livremente, totalmente isentas de impostos. O acordo que permitiu o estabelecimento dessas zonas de franca escravidão no Haiti foi assinado em 2002, pelo então presidente Jean-Bertrand Aristide.
Ex-padre católico ligado à teologia da libertação, Aristide foi presidente do Haiti em três períodos: em 1991, de 1994 a 1996, e ainda de 2001 a 2004. Os que o apóiam o consideram o primeiro líder democraticamente eleito do Haiti", um "amigo dos pobres". Os críticos o acusam de ditador corrupto. Por duas vezes se tornou impopular a ponto de ser derrubado do governo: em 1991, através de um golpe; em 2004, por força de uma rebelião popular. Desde sua segunda deposição, refugiou-se na África do Sul.
Didier comenta que Aristide foi mais uma das tantas desilusões que sofreu o povo haitiano. Lembra que depois de ter sido deposto pela primeira vez, exilou-se nos Estados Unidos. “Saiu do país Aristide e voltou ‘Harrystide’, um neoliberal”. Didier conta que foi ‘Harrystide’ quem assinou, com Bill Clinton, o tratado das zonas francas, e que o presidente estadunidense foi ao Haiti, como um clandestino, lançar a pedra fundamental da construção dessas zonas de exploração máxima do povo haitiano.
E como não há instância internacional que julgue as multinacionais que atuam nas zonas francas, esses espaços passam a atuar como uma "terra sem lei”, onde é aviltante o desfrute do ser humano. Por causa da miséria generalizada, o trabalhador busca emprego nas zonas francas, pois fora delas a situação é ainda pior. Enquanto isso, denuncia Didier, a classe dominante haitiana vende a mão-de-obra superexplorada como uma "vantagem comparativa" do país.
Por isso é que diversas vezes, durante as Jornadas Bolivarianas, Didier discutiu criticamente o conceito de nacionalismo. “Existe um ‘nacionalismo’ haitiano totalmente ligado ao imperialismo econômico. O nacionalismo burguês existe, e é muito forte”. Para Didier, o Mercosul é uma dessas zonas de ‘nacionalismo’ a serviço da exploração, e há que se ficar atentos à Alba, para que ela não repita aquilo que quer combater. “Quase toda a Alba não invadiu o Haiti?”- pergunta, provocador.
“A integração feita com um governo corrupto, no que pode dar?” - indaga Didie, lembrando que nada do que a Venezuela destina ao Haiti, através de acordos de integração com o governo - chega efetivamente ao povo. Por isso, adverte, há que se precisar o que é nacionalismo, ou nacionalismos, não entrando acriticamente no campo de um internacionalismo imaginário. O militante- professor, nesse sentido, não tem dúvida: “o nacionalismo deve ser um terreno de disputa e de luta”.
